quarta-feira, 29 de setembro de 2010


Quando vi o amor se aproximando, não pude me conter, corri, corri e corri...
pra longe dele, acho que tive medo.

terça-feira, 28 de setembro de 2010




Caminhavam juntos para a beira da praia, ela gostava de sentir aquele vento frio enquanto apreciava o nascer do sol, ele estava apenas fazendo companhia. Sentados ali, sentiram um toque diferente, uma paz que jamais haviam sentido. Conversaram sem ligar para o tempo que parecia não querer passar. Ficaram muito felizes por compartilhar aquele momento, cada um no seu canto, cada um com seu silêncio, o que brilhava ali já não era mais o sol.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010


Ela se apaixonava por todo mundo, onde quer que fosse encontrava um amor...
Se apaixonava pelo músico do bar, pelo médico, pelo melhor amigo, pelo professor.
O que ela não sabia é que esse era só um jeito que seu coração deu pra amenizar a dor de ter tanta solidão.

Você olha e sabe que ele é diferente, que com ele nada precisa ser dito, porque basta estar perto pra sentir. Como se conhecesse o desconhecido e ficasse desejando que aqueles dias jamais acabassem, ou temendo que aquele amor de verão achasse outra casa que lhe desse paz. É verdade que tudo ficava bem quando ele está por perto, e que toda insegurança, contando com seus pânicos temporários, vai embora. Seu cabelo, suas mãos... suas mãos. Não se atrevia a olhar em seus olhos, porque não queria que ele descobrisse que quando partisse, partiria a vida dela também. Foi muito duro quando ele se foi. Todos dizem que amores de verão quase nunca dão certo, mas esquecem de avisar o quanto dói, e acontecem choros, e arrependimentos, e lembranças, e mais e mais e mais... Nunca esqueceu o que aconteceu naquele curto tempo, e, embora tenha acabado, nunca se arrependeu de ter batido naquela porta e pedido pra entrar.

Ah, mas que coração bobo! se alegra com tanta bobagem.
Se ele soubesse quantas vezes meu coração dispara quando meu olhar encontra o seu olhar...

domingo, 26 de setembro de 2010


E a vida sempre volta a ser o que, na verdade, ela nunca deixou de ser. Noites de euforia não apagam anos de solidão.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010


Parecia que estava cometendo um enorme pecado... sentada sozinha na beira da praia? Onde já se viu moça tão solitária. O coração da moça - e de quem passava por ela- chorava tanta solidão. Um raio de luz mais forte, a mão leva a parte superior dos olhos e uma visão que moça alguma havia sonhado em todos esses tempos de terra: um moço alto, moreno e muito mais bonito do que qualquer pessoa possa imaginar estava sentado a alguns metros chorando solidões, também. Será mesmo possível, meu Deus, tamanha coincidência? Quando seus olhares se cruzaram, realmente pareceu que um entendia as dores do outro, como se conhecem- se sem se conhecer. Um desejo enorme de se aproximar misturado a um medo de machucar o outro por saber a solução para todos os seus problemas. E então a mãe da moça a chamou, foi como se uma de suas asas de passarinho tivesse sido cortada, tanta dor, mas pior que isso, tanta vontade de voar até aquele lindo céu sem poder se mover, que triste sensação. Passou a noite inteira lembrando do moço, e ele, lembrando dela... mesmo sem saber, através desse diálogo discreto, um já curava as feridas do outro, tantos machucados que a vida se encarregou de fazer. Uma noite inteira foi o que eles precisaram para se sentirem felizes outra vez. O amor cura, pensaram ao mesmo instante. Até que lembraram-se de um ponto que havia ficado esquecido no sonho, como iriam encontrar o outro novamente? Uma nova ferida começara a se formar? Claro que não... depois de tamanha cura tinham que se encontrar para agradecer. Vou a praia pode ser que esteja lá, porque não? pensaram, novamente, ao mesmo tempo. Ela foi a praia bem cedo, esqueceu-se do biquíne, do protetor solar, do óculos, de tudo, queria apenas encontra-lo. Ficou sentada exatamente no mesmo local que o viu pela primeira vez. Já estava quase desistindo, quando rosas surgiram na frente de seus olhos, assustou-se, não esperava por isso... olhou para cima e o moço lhe disse: sabia que a encontraria aqui. Sorrisos, foi nisso que esta cena se resumiu, mas não um sorriso qualquer, um sorriso curado pelo amor. -Sei que seremos felizes para sempre.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Existem amigos que vem e vão,
outros vão e voltam.
Mas sempre me disseram que temos aqueles poucos e bons que vem e ficam sempre, ou mais um dia. E estamos no começo outra vez...

segunda-feira, 20 de setembro de 2010




A vida tá bem...
O que antes era preto hoje está numa escala de cinza; não parece muito, mas alguma cor está nascendo.

domingo, 5 de setembro de 2010

Correr atras do amor é a maior bobagem qu existe,
quanto mais se corre, mais se perde.