
Era planos para mais uma noite como qualquer outra, era o que achava, vestir-se, sair, beber, dançar... E passar a semana inteira tentando lembrar o que se fizera naquela tão divertida e louca noite de ser livre. E assim o fez. Mas quando entrou naquele local com todos seus amigos sentiu algo estranho, não estava feliz, na verdade, estava cansada, cansada de toda aquela loucura que a fazia se denominar livre. Livre? como podia ser livre se não conseguia dançar sem tomar algumas doses das mais variadas bebidas que ali eram vendidas, livre? como? se tinha necessidade de sair todos os finais de semana se não o sábado seria apenas mais um dia vazio... como, se passava a semana inteira não vendo graça em nada a não ser em planejar a noite de sábado e nada mais... livre? não, escrava. Escrava de uma solidão a qual inssistia em, erroneamente, denominar liberdade. Tudo que fazia era pra se sentir um pouco amada, nem que pra isso precisasse esperar toda a semana por um sábado a noite. Era tanta solidão que não conseguia acreditar, então camuflava. Acomodou-se em viver assim, até que naquela noite algo estranho ocorreu, estava inquieta, não achava lugar, não conseguia beber, só queria ir pra casa. Sabe quando se está rodeada pro mil pessoas mas nunca se sentiu tão só? foi isso o que a noite lhe reservou. Perdida, não podia sentar, não podia deitar, não podia chorar... E tudo que conseguiu fazer foi lembrar de Quem verdadeiramente poderia lhe salvar daquela infeliz solidão, então ali mesmo clamou por renovação. E todos os seus pedidos foram atendidos e hoje, até o cair da chuva lhe deixa feliz pq ela tem certeza que não ficará só nunca mais e que nunca havia sido tão amada como é agora.
Fernanda Borges.
“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3.16

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